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A hora da estrela
Clarice Lispector • 2020
Pouco antes de morrer, em 1977, Clarice Lispector decide se afastar da inflexão intimista que caracteriza sua escrita para desafiar a realidade. O resultado desse salto na extroversão é A hora da estrela, o livro mais surpreendente que escreveu. Se desde Perto do coração selvagem, seu romance de estreia, Clarice estava de corpo inteiro, todo o tempo, no centro de seus relatos, agora a cena é ocupada por personagens que em nada se parecem com ela. A nordestina Macabéa, a protagonista de A hora da estrela, é uma mulher miserável, que mal tem consciência de existir. Depois de perder seu único elo com o mundo, uma velha tia, ela viaja para o Rio, onde aluga um quarto, se emprega como datilógrafa e gasta suas horas ouvindo a Rádio Relógio. Apaixona-se, então, por Olímpico de Jesus, um metalúrgico nordestino, que logo a trai com uma colega de trabalho. Desesperada, Macabéa consulta uma cartomante, que lhe prevê um futuro luminoso, bem diferente do que a espera. Clarice cria até um falso autor para seu livro, o narrador Rodrigo S.M., mas nem assim consegue se esconder. O desejo de desaparecimento, que a morte real logo depois consolidaria, se frustra. Entre a realidade e o delírio, buscando social enquanto sua alma a engolfava, Clarice escreveu um livro singular. A hora da estrela é um romance sobre o desamparo a que, apesar do consolo da linguagem, todos estamos entregues. — JOSÉ CASTELLO, Jornalista, escritor e Mestre em Comunicação pela UFRJ "Esfinge, feiticeira, monstro sagrado. O renascimento da fascinante Clarice Lispector tem sido um dos verdadeiros eventos literários do século 21. Ninguém soa como Clarice. Ninguém pensa como ela. Ela não apenas parece dotada de mais sentidos do que os cinco conhecidos, mas também curva a sintaxe e a pontuação de acordo com sua vontade. Ela vira o dicionário de cabeça para baixo, soltando todas as palavras de suas definições, espalhando-as de volta como quer e não é que a língua parece melhor?" — THE NEW YORK TIMES
Carta Ao Pai
Franz Kafka • 2004
Entre os dias 10 e 19 de novembro de 1919, Franz Kafka, insatisfeito com a fria recepção paterna diante do anúncio de seu noivado com Julie Wohryzek, escreveu ao pai, o comerciante judeu Hermann Kafka, uma longa carta - mais de cem páginas manuscritas. Kafka tinha então 36 anos, uma vida pessoal acanhada - nunca se casara ou constituíra família -, uma carreira mediana de funcionário burocrático e uma ambição literária ainda longe de estar realizada. Na carta, que nunca foi enviada ao destinatário original, Kafka põe a nu toda a sua mágoa em relação ao pai autoritário, que ele chama, alternadamente, de "tirano", de "regente", de "rei" e de "Deus". Em uma experiência virtuosística de auto-análise, além de uma belíssima peça literária, ele mostra como, a seu ver, o jugo paterno minou-lhe a auto-estima, condenando-o a uma personalidade fraca e assustada. Além de disponibilizar ao leitor um dos textos mais emocionantes da literatura ocidental, estava nova edição se destaca por priorizar a dimensão biográfica da Carta. A leitura da carta e do material que a envolve joga luz sobre o drama humano universal do autor e ajuda a compreender sua imensa angústia, capaz de gerar obras-primas como O processo, A metamorfose, América ou o desaparecido, entre outras. Como escreveu o filho ao pai: "Minha atividade de escritor tratava de ti, nela eu apenas me queixava daquilo que não podia me queixar junto ao teu peito". Além da carta fartamente anotada, a edição conta com um prefácio que explica fatos e circunstâncias relativas ao texto e à redação da carta, um glossário de expressões e nomes de pessoas citadas, uma cronologia biográfica de Kafka e a reprodução fac-símile de algumas páginas do documento.
A Redoma de Vidro (Em Portugues do Brasil)
Sylvia Plath • 2014
Biblioteca Azul relança único romance da poeta Sylvia Plath, há mais de 15 anos fora de catálogo Dos subúrbios de Boston para uma prestigiosa universidade para moças. Do campus para um estágio em Nova York. O mundo parecia estar se abrindo para Esther Greenwood, entre o trabalho na redação de uma revista feminina e uma intensa vida social. No entanto, um verão aparentemente promissor é o gatilho da crise que levaria a jovem do glamour da Madison Avenue a uma clinica psiquiátrica. A Biblioteca Azul lança uma nova edição de "A redoma de vidro", único romance da poeta americana Sylvia Plath. O título retorna às livrarias com tradução do escritor Chico Mattoso 51 anos depois da primeira publicação e do suicídio da autora, em 1963. Lançado semanas antes da morte da poeta, o livro é repleto de referências autobiográficas. A narrativa é inspirada nos acontecimentos do verão de 1952, quando Silvia Plath tentou o suicídio e foi internada em uma clínica psiquiátrica. A obra foi publicada na Inglaterra sob o pseudônimo Victoria Lucas, para preservar as pessoas que inspiraram seus personagens. Assim como a protagonista, a autora foi uma estudante com um histórico exemplar que sofreu uma grave depressão. Muitas questões de Esther retratam as preocupações de uma geração pré-revolução sexual, em que as mulheres ainda precisavam escolher se priorizavam a profissão ou a família, mas "A redoma de vidro" segue atual. Além da elegância da prosa de Plath, o livro extrai sua força da forma corajosa como trata a doença mental. Sutilmente, a autora apresenta ao leitor o ponto de vista de quem vivencia o colapso. Esther tem uma visão muito crítica, às vezes ácida, da sociedade e de si mesma, mas aos poucos a indiferença se instaura, distanciando a moça do mundo à sua volta. “Me sentia muito calma e muito vazia, do jeito que o olho de um tornado deve se sentir, movendo-se pacatamente em meio ao turbilhão que o rodeia”. Ao lidar com sua depressão, Esther também realiza a transição de men[...]
Metamorfose
Franz Kafka • 1900
Noites Brancas
_ • 2009
O conto "Noites Brancas", do escritor russo Fiódor Dostoiévski, um dos maiores autores da literatura universal, já ganhou adaptação para o cinema de dois grandes mestres da sétima arte. O italiano Luchino Visconti ganhou o Leão de Prata no Festival de Veneza de 1957 com sua versão do livro; já o francês Robert Bresson adaptou "Noites Brancas" no clássico "Quatro Noites de um Sonhador", de 1972.<br/>Esta é a primeira edição do livro no Brasil com tradução direta do russo. A trama se inicia durante uma das singulares "noites brancas" do verão de São Petersburgo, quando o sol não se põe. Dois jovens se encontram numa ponte sobre o rio Nievá e dão início a uma história de fantasia e lirismo.<br/>Este é o livro de Dostoiévski que mais se aproxima da escola romântica, graças ao tipo do personagem Sonhador, figura central da novela, e à atmosfera delicada e fantasmagórica da trama, na qual a própria São Petersburgo --e seus palácios, pontes e espaços monumentais-- é um personagem do livro.<br/><br/>Capa comum: 96 páginas<br/>Editora: Editora 34; Edição: 3 (1 de janeiro de 2005)<br/>Idioma: Português<br/>ISBN-10: 8573263350<br/>ISBN-13: 978-8573263350<br/>Dimensões do produto: 20,8 x 13,6 x 0,6 cm<br/>Peso de envio: 159 g
Crime E Castigo
Fiódor Dostoiévski • 2009
Capitães da Areia
Jorge Amado • 2008
Capitães da Areia, a história crua e comovente de meninos pobres que moram num trapiche abandonado em Salvador, é talvez o romance mais influente de Jorge Amado. Clássico absoluto dos livros sobre a infância abandonada, assombrou e encantou várias gerações de leitores e permanece hoje tão atual quanto na época em que foi escrito. Desde o seu lançamento, em 1937, Capitães da Areia causou escândalo: inúmeros exemplares do livro foram queimados em praça pública, por determinação do Estado Novo. Ao longo de sete décadas a narrativa não perdeu viço nem atualidade, pelo contrário: a vida urbana dos meninos pobres e infratores ganhou contornos trágicos e urgentes. Várias gerações de brasileiros sofreram o impacto e a sedução desses meninos que moram num trapiche abandonado no areal do cais de Salvador, vivendo à margem das convenções sociais. Verdadeiro romance de formação, o livro nos torna íntimos de suas pequenas criaturas, cada uma delas com suas carências e suas ambições: do líder Pedro Bala ao religioso Pirulito, do ressentido e cruel Sem-Pernas ao aprendiz de cafetão Gato, do sensato Professor ao rústico sertanejo Volta Seca. Com a força envolvente da sua prosa, Jorge Amado nos aproxima desses garotos e nos contagia com seu intenso desejo de liberdade. Este e-book não contém as imagens presentes na edição impressa. * Leitura obrigatória do vestibular da UNEB.

Uzumaki (3-in-1 Deluxe Edition) (Junji Ito)
Junji Ito • 2013
A masterpiece of horror manga, now available in a deluxe hardcover edition!<br/><br/>Kurouzu-cho, a small fogbound town on the coast of Japan, is cursed. According to Shuichi Saito, the withdrawn boyfriend of teenager Kirie Goshima, their town is haunted not by a person or being but a pattern: UZUMAKI, the spiral—the hypnotic secret shape of the world. The bizarre masterpiece horror manga is now available all in a single volume. Fall into a whirlpool of terror!

Shiver: Junji Ito Selected Stories
Junji Ito • 2017
A best-of story selection by the master of horror manga.<br/><br/>This volume includes nine of Junji Ito’s best short stories, as selected by the author himself and presented with accompanying notes and commentary.<br/><br/>An arm peppered with tiny holes dangles from a sick girl’s window… After an idol hangs herself, balloons bearing the faces of their destined victims appear in the sky… An amateur film crew hires an extremely individualistic fashion model and faces a real bloody ending… An offering of nine fresh nightmares for the delectation of horror fans.




