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Ensaio sobre a cegueira
José Saramago · 2021
Uma terrível ""treva branca"" vai deixando cegos, um a um, os habitantes de uma cidade. Com essa fantasia aterradora, Saramago nos obriga fechar os olhos e ver. Recuperar a lucidez, resgatar o afeto: essas são as tarefas do escritor e de cada leitor, diante da pressão dos tempos e do que se perdeu.<br/>Um motorista parado no sinal se descobre subitamente cego. É o primeiro caso de uma ""treva branca"" que logo se espalha incontrolavelmente. Resguardados em quarentena, os cegos se perceberão reduzidos à essência humana, numa verdadeira viagem às trevas.<br/>O Ensaio sobre a cegueira é a fantasia de um autor que nos faz lembrar ""a responsabilidade de ter olhos quando os outros os perderam"". José Saramago nos dá, aqui, uma imagem aterradora e comovente de tempos sombrios, à beira de um novo milênio, impondo-se à companhia dos maiores visionários modernos, como Franz Kafka e Elias Canetti.Cada leitor viverá uma experiência imaginativa única. Num ponto onde se cruzam literatura e sabedoria, José Saramago nos obriga a parar, fechar os olhos e ver. Recuperar a lucidez, resgatar o afeto: essas são as tarefas do escritor e de cada leitor, diante da pressão dos tempos e do que se perdeu: ""uma coisa que não tem nome, essa coisa é o que somos"".<br/>""Sim, o Ensaio sobre a cegueira é um livro para se ler neste momento de reclusão e confinamento do coronavírus. Mas não para pensar sobre como uma doença que se espalha sem controle pode mudar nossa vida, mas como nossa vida talvez estivesse completamente equivocada antes que essa doença chegasse."" ? Renato Rovai, Revista Fórum<br/><br/>Capa comum: 312 páginas<br/>Editora: Companhia das Letras; Edição: 2 (3 de abril de 2020)<br/>Idioma

A amiga maldita
Beatrice Salvioni · 2024
<p><b>Romance de estreia de escritora italiana aborda a amizade entre duas meninas de classes sociais diferentes em meio ao machismo e ao fascismo</b></p><p>Francesca, de 13 anos, está às margens do rio Lambro, em Monza, na Itália, e sobre ela jaz um homem que tentou estuprá-la. Após salvar a amiga, Maddalena a ajuda a se livrar do corpo. A partir desse evento fatídico, Francesca narra como as duas chegaram até aquele momento. Tudo começa em 1935, um ano antes, num domingo de missa, quando ela se fascina pela menina que todos chamam de “a Maldita”, uma rebelde de origens humildes e segregada pela comunidade por supostamente ter poderes misteriosos.</p><p>Contrariando a vontade da mãe, obcecada pelas convenções sociais burguesas, e ignorando os rumores que atribuem várias mortes à Maldita, Francesca junta-se ao grupo de amigos dela, ávida por descobrir um modo de vida mais livre. Entre as duas amigas, contudo, entrepõem-se o machismo, a guerra e o fascismo. Em uma sociedade tão conservadora, Francesca e Maddalena terão que fazer uma escolha difícil: aliar-se contra a opressão social e a injustiça e denunciar o abuso de poder ou encolher-se diante da vida.</p><p>Ao abordar a dor da perda, as turbulências da adolescência e as consequências da guerra e da disseminação das ideias fascistas, <i>A amiga maldita</i> oferece uma inesquecível história de amizade feminina e crescimento.<br></p>

VOU TE RECEITAR OUTRO GATO - VOL. 2
Syou Ishida · 2025

Virgínia mordida
Jeovanna Vieira · 2024
Ao retratar um relacionamento marcado sobretudo pela violência psicológica, Jeovanna Vieira apresenta uma das estreias mais empolgantes da ficção brasileira. Virgínia é uma carioca convicta radicada em São Paulo, que trabalha como advogada de dia e desfruta da cidade à noite. Certa vez, no Aparelha Luzia, encontra Henrí, um ator argentino que ela conhecia de vista, com quem tem uma conexão imediata. Mas é apenas questão de tempo até que aquele relacionamento tão intenso ganhe contornos nocivos, acentuados por diferenças culturais, de gênero e de raça. E, enquanto os flashbacks mostram a história dos dois, uma celebração no Bosque da Saúde vira o palco de uma série de eventos que colocará o namoro deles inteiro em perspectiva. Narrado com capítulos curtos em um ritmo vertiginoso, Jeovanna Vieira constrói uma obra de estreia aterradora, que explora a complexidade humana em todas as suas formas: nossas fragilidades e nossos defeitos, a capacidade que temos de infligir dor em nome do amor e, sobretudo, o poder de sermos resgatados, mesmo quando nos falta coragem.

A loja de cartas de Seul
Baek Seung-yeon · 2025
<p><b>Inspirada em loja na Coreia do Sul, <i>healing fiction</i> emocionante celebra a arte perdida de escrever cartas e a conexão com o próximo em um mundo cada vez mais virtual</b></p><p>Viver à sombra da irmã mais velha e bem-sucedida nunca foi fácil para a aspirante a cineasta Hyoyeong. Hyomin sempre foi considerada a aluna exemplar, a filha perfeita, o orgulho de todos. Por isso, Hyoyeong não esperava que a irmã fosse cair em um golpe e perder todas as economias da família. O baque financeiro é tão grande que Hyoyeong se vê obrigada a abandonar seu sonho profissional para ajudar a família e cuidar da mãe, que acaba de sofrer um acidente.<b></b></p><p>Sentindo que decepcionou a todos, Hyomin decide largar tudo e fugir. No entanto, ela não desiste de ter o perdão da irmã e passa a lhe escrever cartas. Sem conseguir perdoá-la, Hyoyeong se muda para Seul, na esperança de nunca mais ser procurada por Hyomin. </p><p>Quando ela chega à cidade, um amigo lhe oferece um emprego na Geulwoll, sua loja de cartas, um lugar famoso pelo serviço de penpal, em que os clientes podem trocar cartas anônimas com outras pessoas. A ideia é bem simples: para receber uma carta escrita por um desconhecido, basta lhe escrever uma carta. </p><p>Conforme os dias vão passando, Hyoyeong começa a observar as pessoas que vão até lá para colocar no papel seus medos e desejos mais profundos, se conectando com eles e suas histórias. Tudo o que ela queria era ficar longe de cartas, mas a atmosfera reconfortante do local e seus simpáticos clientes aos poucos ganham o coração de Hyoyeong e a ajudam a repensar a própria vida e o relacionamento com a irmã. </p><p>Inspirado em uma loja que realmente existe na capital sul-coreana e em suas correspondências, <i>A loja de cartas de Seul</i> é uma emocionante <i>healing fiction</i> sobre perdão e os laços que criamos ao longo da vida. É também uma celebração da arte perdida de escrever cartas e da importância da conexão com o próximo em um mundo cada vez mais virtual.</p>

Limite branco
Caio Fernando Abreu · 2022
<p> <b>O romance de estreia de um dos autores mais marcantes da literatura brasileira.</b> </p> <p>Escrito quando Caio Fernando Abreu tinha apenas dezenove anos e publicado poucos tempo depois, em 1971, <i>Limite branco</i> inaugura a trajetória de uma das vozes mais apaixonantes da nossa literatura. Ao longo da trama, acompanhamos as descobertas, os anseios e os temores de Maurício num período intenso e angustiante, quando a infância fica para trás e o caminho que leva à vida adulta não passa de uma incógnita.</p> <p>Para a escritora Natalia Borges Polesso, que assina o posfácio da presente edição, neste livro "há um limite branco, que uma pessoa cruza para amadurecer, no qual as emoções se borram e se sobrepõem e não se tem muito uma ideia de onde começa um sentimento e o outro termina."</p>

Primeiro eu tive que morrer
Lorena Portela · 2024
A young advertising professional, overwhelmed by work pressures, takes refuge in the paradisiacal village of Jericoacoara in Ceará, northeastern Brazil. Through experiences ranging from ocean swimming to passionate encounters under moonlight, she reconnects with other women and undergoes a mysterious rebirth. This debut novel explores themes of abusive relationships, workplace harassment, and overwork while challenging societal notions that equate such experiences with strength and success.

Livro do desassossego
Fernando Pessoa · 2008
de Fernando Pessoa

Coelho maldito
Bora Chung · 2024

Relatos de um gato viajante
Hiro Arikawa · 2017
<b>Às vezes é preciso fazer uma longa viagem para descobrir aquilo que está perto de você. <br> </b> <br>O gato Nana está viajando pelo Japão. Ele não sabe muito bem para onde está indo ou por quê, mas ele está sentado no banco da van prata de Satoru, seu dono. Lado a lado, eles cruzam o país para visitar velhos amigos. O fazendeiro durão que acredita que gatos só servem para caçar ratos, o simpático casal dono de uma pousada que aceita animais, e o marido abandonado pela esposa que ama animais. <br>Mas qual é o motivo dessa viagem? E por que todos estão tão interessados em Nana e Satoru? Ninguém sabe muito bem o que está acontecendo e Satoru não diz nada, mas quando Nana descobrir o motivo da viagem, seu pequeno coração passará por uma das mais difíceis provas de suas sete vidas. <br>Narrado em vozes alternadas, esse romance emocionante e divertido nos mostra um jovem de grande coração e um narrador-gato muito esperto, numa amizade que desafia as fronteiras de um país e da própria vida.

As intermitências da morte
José Saramago · 2014
"Colocada a hipótese, o autor desenvolve-a em todas as suas consequências, e o leitor é conduzido com mão de mestre numa ampla divagação sobre a vida, a morte, o amor, e o sentido, ou a falta dele, da nossa existência"--Publisher's description.

a máquina de fazer espanhóis
Valter Hugo Mãe · 2016
<b>Valter Hugo Mãe com prefácio de Caetano Veloso</b> <br> <br> Depois de perder a mulher, o barbeiro António Jorge da Silva passa a viver num lar de idosos. Os quartos da ala direita dão para um jardim onde crianças brincam. Os da esquerda, reservados aos acamados, têm vista para o cemitério. Que alegrias pode a vida oferecer a alguém tão próximo de seguir esse caminho? <br> <br> A convivência com funcionários e pacientes do asilo, entre eles o centenário Esteves “sem metafísica”, do poema “Tabacaria”, de Fernando Pessoa, revela a António uma nova possibilidade de existência. Como a flor que fura o asfalto, o tédio, o nojo e o ódio, a prosa trágica e divertida de Valter Hugo Mãe busca, na humanidade dos que padecem, material para louvar a vida, mesmo em suas manifestações mais ameaçadas.

Eu que nunca conheci os homens
Jacqueline Harpman · 2021
Quarenta mulheres estão presas em uma jaula coletiva em um porão, sob a vigilância de guardas que permanecem sempre em silêncio. Um dia, misteriosamente, uma sirene soa, os guardas fogem e as grades se abrem. Entre as prisioneiras, está uma menina sem nome que só conhece a vida lá fora através de lembranças que as outras mulheres aceitam compartilhar. É ela que conduz as demais prisioneiras em fuga, apenas para encontrarem um lugar inóspito e desconhecido. Agora, contando apenas umas com as outras, elas terão que reaprender a viver e enfrentar outro desafio: a liberdade absoluta.

Agonia do Eros
Byung-Chul Han · 2021
O Eros se aplica, em sentido enfático, ao outro, que não pode ser abarcado pelo regime do eu. No inferno do igual, que iguala cada vez mais a sociedade atual, não mais nos encontramos, portanto, com a experiência erótica, que pressupõe a transcendência, a radical singularidade do outro. O terror da imanência, que transforma tudo em objeto de consumo, destrói a cupidez erótica. O outro que eu desejo e que me fascina é sem-lugar; ele se retrai à linguagem do igual. O desaparecimento do outro é um sinal da sociedade que vai se tornando cada vez mais narcisista; a sociedade, esgotada a partir de si, não consegue se libertar para o outro. É uma sociedade sem eros.

Sociedade do cansaço
Byung-Chul Han · 2015
Os efeitos colaterais do discurso motivacional. O mercado de palestras e livros motivacionais está crescendo desde o início do século XXI e não mostra sinais de desaquecimento. Religiões tradicionais estão perdendo adeptos para novas igrejas que trocam o discurso do pecado pelo encorajamento e autoajuda. As instituições políticas e empresariais mudaram o sistema de punição, hierarquia e combate ao concorrente pelas positividades do estímulo, eficiência e reconhecimento social pela superação das próprias limitações. Byung-Chul Han mostra que a sociedade disciplinar e repressora do século XX descrita por Michel Foucault perde espaço para uma nova forma de organização coercitiva: a violência neuronal. As pessoas se cobram cada vez mais para apresentar resultados - tornando elas mesmas vigilantes e carrascas de suas ações. Em uma época onde poderíamos trabalhar menos e ganhar mais, a ideologia da positividade opera uma inversão perversa: nos submetemos a trabalhar mais e a receber menos. Essa onda do "eu consigo" e do "yes, we can" tem gerado um aumento significativo de doenças como depressão, transtornos de personalidade, síndromes como hiperatividade e burnout. Este livro transcende o campo filosófico e pode ajudar educadores, psicólogos e gestores a entender os novos problemas do século XXI.

Sociedade paliativa A dor hoje
Byung-Chul Han · 2021
A sociedade paliativa é uma sociedade do curtir. Ela degenera em uma mania de curtição. O like é o signo, o analgésico do presente. Ele domina não apenas as mídias sociais, mas todas as esferas da cultura. Nada deve provocar dor. Não apenas a arte, mas também a própria vida tem de ser instagramável; ou seja, livre de ângulos e cantos, de conflitos e contradições que poderiam provocar dor. Esquece-se que a dor purifica. Falta, à cultura da curtição, a possibilidade da catarse. (Trecho da obra)

Solitária
Eliana Alves Cruz · 2022

O Nascimento da Tragédia
Friedrich Nietzsche · 2024

O Idiota (Portuguese Edition)
Fiódor Dostoiévski · 2023

Mentiras que contamos
Philippe Besson · 2024
"Um romance arrebatador sobre a doçura do primeiro amor e o amargor de seu inevitável fim. Mentiras que contamos é dolorosamente lindo, lírico e intenso. Uma história sobre amor proibido, preconceito e saudade. Este livro vai te marcar por muitos anos." — Rodrigo de Lorenzi, criador de conteúdo literário "Dois jovens se encontram, sempre temendo que a própria vida possa ser o vilão em seu caminho. Uma história impressionante e comovente." — André Aciman, autor de Me chame pelo seu nome Do saguão de um hotel no interior da França, Philippe se depara com um jovem que se assemelha muito ao seu primeiro amor. O inesperado encontro o leva de volta ao ano de 1984, quando viveu um romance escondido com o jovem e deslumbrante Thomas, durante o último ano do Ensino Médio. Sem nunca admitir nos corredores que se conhecem, eles se encontram em segredo, entregando-se a um caso apaixonante e que ambos sabem estar fadado ao fim assim que as aulas acabarem. Mentiras que contamos captura o erotismo e a ternura de um primeiro amor — e quão dolorosa é a passagem do tempo quando não somos verdadeiros à nossa essência.

Chocolate quente às quintas-feiras
Michiko Aoyama · 2024

Imagens estranhas
Uketsu · 2025
<p> <b>Neste suspense macabro que conquistou o Japão, imagens aparentemente simples e inocentes envolvem o leitor em uma rede perturbadora de mistérios não resolvidos. Em <i>Imagens estranhas</i>, fenômeno internacional de vendas, Uketsu convida o público a assumir o papel de investigador e mergulhar em uma trama impossível de abandonar.</b> </p> <p>As ilustrações feitas por uma gestante e publicadas por seu marido em um blog escondem um alerta temeroso. O desenho que uma criança faz da própria casa carrega uma mensagem sombria. O retrato feito por uma vítima de assassinato em seus momentos finais conduz um detetive amador em uma caçada eletrizante. <br>Com uma história estruturada por desenhos com aspecto infantil — todos com sua própria pista perturbadora —, Uketsu convida os leitores a montar o quebra-cabeça por trás de cada imagem e o grande arco que as conecta. <br>Best-seller internacional com mais de três milhões de exemplares vendidos no Japão e direitos de publicação adquiridos em mais de trinta territórios, <i>Imagens estranhas</i> é um livro inquietante, em que elementos triviais assumem um sentido macabro e desenhos ingênuos escondem realidades aterrorizantes.</p>

Vou te receitar um gato
Syou Ishida · 2024
<p> <b>Best-seller japonês chega ao Brasil trazendo história comovente e inovadora sobre como o amor de um animal pode mudar a nossa vida</b> </p> <p>No final de um beco escuro, há um prédio antigo onde funcionam vários estabelecimentos. Um deles é a Clínica Kokoro, um lugar que apenas as almas que mais precisam de ajuda conseguem encontrar. A misteriosa clínica oferece um tratamento exclusivo — e um tanto estranho — para aqueles que chegam até lá: gatos.</p> <p>Os pacientes muitas vezes ficam intrigados com essa prescrição nada convencional, mas quando “tomam” o animal pelo período recomendado, testemunham profundas transformações em suas vidas — efeito colateral causado pelos gatinhos brincalhões, cativantes e de vez em quando bagunceiros.</p> <p>Graças ao remédio milagroso — e muito fofo — receitado pelo excêntrico dr. Nike e sua enfermeira mal-humorada, Chitose, um corretor de investimentos se depara com uma alegria inesperada após ser demitido; um homem de meia-idade encontra paz no trabalho e em casa; uma mãe cansada se reconecta com a filha; uma designer de bolsas aprende finalmente a relaxar; e uma gueixa abalada pela perda de sua gata descobre como seguir em frente.</p> <p>À medida que os pacientes da clínica lidam com seus conflitos internos e buscam soluções, os companheiros felinos os conduzem à cura e lhes mostram que, às vezes, tudo o que você precisa é do amor de um gato.</p>

Ao paraíso
Hanya Yanagihara · 2022
<p> <b>Da autora do clássico <i>Uma vida pequena</i>, um romance ousado e brilhante sobre amantes, família, perda e a promessa fugaz da utopia, abrangendo três séculos e três versões diferentes do experimento americano.</b> </p> <p>Em uma versão alternativa dos Estados Unidos de 1893, Nova York integra os Estados Livres, onde as pessoas podem amar quem quiserem (pelo menos é o que parece). Um jovem herdeiro de uma família renomada resiste ao noivado com o pretendente escolhido por seu avô, após cair nas graças de um charmoso professor de música com parcos recursos. Em uma Manhattan de 1993, assolada pela epidemia de aids, um jovem havaiano vive com seu companheiro muito mais velho e endinheirado, escondendo sua infância conturbada e a história de seu pai. E, em 2093, num mundo devastado por pandemias e sob um governo autoritário, a neta traumatizada de um cientista poderoso tenta viver sem ele — e solucionar o mistério dos sumiços do marido. <br>Essas três seções se combinam em uma sinfonia fascinante e engenhosa à medida que temas recorrentes se aprofundam e se relacionam: uma casa em Washington Square Park em Greenwich Village; doenças e tratamentos com custos enormes; riqueza e miséria; a oposição entre fracos e fortes; raça; a definição de família e de nação; os perigos da justiça dos poderosos e dos revolucionários; o desejo de encontrar um paraíso terreno e a percepção gradual de que algo do tipo é impossível. O que une tanto os personagens como esses diferentes Estados Unidos é o ajuste de contas com aquilo que nos torna humanos: o medo, o amor, a vergonha, a falta e a solidão. <br> <i>Ao paraíso</i> é um exemplo formidável de técnica literária, mas acima de tudo é um romance genial na forma como aborda as emoções. Sua grande força resulta da percepção de Yanagihara sobre o desejo angustiante de proteger aqueles que amamos — companheiros, amantes, filhos, amigos e até nossos concidadãos — e sobre a dor que sentimos quando isso não é possível.</p>

O Fim do Mundo e o Impiedoso País das Maravilhas
Haruki Murakami · 2024

Os sofrimentos do Jovem Werther
Goethe · 2011
Marco do romantismo mundial, o livro narra as angústias de um jovem sensível e deslocado de seu espaço e de seu tempo.

Passeio ao farol
Virginia Woolf · 1986

Bom Dia, Tristeza
Françoise Sagan · 1900
“Sagan representa o arquétipo dos jovens entediados e rebeldes que moravam da capital francesa. refletindo o espírito do pós-guerra.” BBC/Paris “Romance de estréia que causou escândalo e deu início à carreira de Françoise Sagan. O que agrada em sua obra é a juventude. a liberdade. o estilo leve e delicado. que é sua marca registrada” Le Nouvel Observateur Na França pós-guerra. a jovem Cécile e seu pai viúvo Raymond aproveitam as férias numa agradável casa da Riviera. Após alguns anos em um colégio interno. essa é a primeira oportunidade que a adolescente tem para se aproximar do pai. Imediatamente ela se encanta pelo estilo de vida dele e. juntos. passam a desfrutar de uma rotina prazerosa e descompromissada. Quando Raymond resolve se casar com a conservadora madrinha de Cécile. a jovem percebe que está com a liberdade em jogo e decide pôr um fim ao casamento. Mas o plano toma um rumo inesperado. alterando tragicamente aquela vida confortável.

A mulher habitada
Gioconda Belli · 2025

Mrs. Dalloway
Virginia Woolf · 1990
Clarissa Dalloway, elegant and vivacious, is preparing for party and remembering those she once loved. In another part of London, Septimus Warren Smith is shell-shocked and on the brink of madness. Smith's day interweaves with that of Clarissa and her friends, their lives converging as the party reaches it glittering climax.

Fullgás: Poesia reunida
Antonio Cicero · 2025
Antonio Cicero é um conciliador de aparentes contrários. Nos ensaios filosóficos, lança mão de um repertório erudito para pensar o mundo; já na poesia e na música, transita entre o sublime e o cotidiano, sem fazer distinção entre intelectual e popular. Em sua obra, clássico e contemporâneo convivem e se misturam no mesmo caldo, sem nunca destoar.<br/>Fullgás reúne seus três volumes de poesia — Guardar (1996), vencedor do Prêmio Nestlé de Literatura Brasileira na categoria estreante, A cidade e os livros (2002) e Porventura (2012) —, além de uma seleção de poemas esparsos e inéditos e uma amostra de letras de música representativas da carreira do autor, como "Pra começar", "Fullgás" e "O último romântico".<br/>A poesia de Cicero é repleta de luz. O cenário frequente é o verão escaldante do Rio de Janeiro, onde o mar e a areia se apresentam como palco, como convite. As infinitas possibilidades que o desejo alavanca são, por um lado, o que dá sentido a quem busca viver plenamente e, por outro, o atestado de sua impossibilidade. Nas palavras da escritora Noemi Jaffe, que assina o posfácio, "Agora é a contingência, o acidental e o fugaz, as coisas em estado de imanência e concretude, também inagarráveis não pela falta de forma, mas porque passam".<br/><br/>"Uma inteligência luminosa." — Caetano Veloso<br/><br/>"Livre como poeta, livre como homem, livre na vida, livre na morte. O mais livre dos príncipes." — Adriana Calcanhotto<br/><br/>"O mundo inteiro está aqui — podemos olhá-lo, fitá-lo, mirá-lo por admirá-lo. Porque a palavra de Cicero ilumina a vida e é por ela iluminada." — Eucanaã Ferraz

Querida Konbini
Sayaka Murata · 2018
Aos 36 anos, Keiko Furukura continua no trabalho da juventude em uma loja de conveniência e nunca se envolveu romanticamente. Ela é feliz assim, mas desde pequena é considerada estranha ? sua família e amigos se perguntam desesperadamente como ajuda-la a ser uma pessoa normal. Mas é na konbini, com suas regras estritas para os funcionários e uma dinâmica precisa de funcionamento, que Keiko encontra o seu lugar. Observando as recomendações dos gerentes e copiando os trejeitos e modos de vestir e falar de seus colegas, ela finalmente se sente uma peça no mecanismo do mundo.Com humor ácido, Sayaka Murata cria um retrato realista e satírico da sociedade contemporânea e sua obsessão com a normalidade, o trabalho e o sexo. Às vezes, mudando um pouco as lentes e a perspectiva, veremos que quem se considera normal pode não ser tão normal assim...

Tu não te moves de ti
Hilda Hilst · 2022

Em agosto nos vemos
Gabriel García Márquez · 2024
Um romance extraordinário que só Gabriel García Márquez poderia escrever, Em agosto nos vemos, livro inédito e póstumo do autor, é um hino à vida, ao desejo feminino e à resistência do prazer apesar da passagem do tempo. Um presente inesperado do vencedor do Prêmio Nobel de Literatura para o mundo.<br/><br/>Todo mês de agosto, Ana Magdalena Bach pega uma barca para uma ilha caribenha a fim de colocar um ramo de gladíolos no túmulo de sua mãe. Todos os anos, ela se hospeda em um hotel e, antes de dormir, desce para comer algo no bar. Para não ter erro, ela pede sempre o mesmo sanduíche de presunto e queijo e depois sobe para seus aposentos. Até que, certa vez, um homem a convida para uma bebida. E, depois do primeiro gole de seu gim com gelo e soda, sentindo-se atrevida, alegre, capaz de tudo — inclusive de se despir de suas amarras conjugais, esquecendo momentaneamente marido e filhos —, ela cede aos avanços do desconhecido e o leva para seu quarto.<br/><br/>Essa noite específica faz com que Ana Magdalena — e sua vida — mude para sempre. E, depois dessa experiência, ela passa a ansiar por cada mês de agosto, quando não apenas visita o túmulo de sua mãe como também tem a chance de escolher um amante diferente todos os anos.<br/><br/>Escrito no estilo fascinante e inconfundível de um dos maiores ícones da literatura latino-americana, Em agosto nos vemos pinta o retrato de uma mulher que descobre seus desejos e se aprofunda em seus medos. Uma preciosidade que vai encantar fãs do saudoso Gabo, assim como novos leitores desse grande escritor.

A hora da estrela
Clarice Lispector · 2017
"Concebida para celebrar o quadragésimo aniversário de sua publicação, esta edição especial ... reproduz pela primeira vez diversos manuscritos originais de Clarice Lispector. Traz, ainda, uma série de textos de referência, de estudiosos e ensaístas brasileiros e estrangeiros"-- 4e de couverture.

O Ovo Apunhalado
Caio Fernando Abreu · 2001
Neste livro foram reunidos 21 contos de Caio Fernando Abreu, um dos grandes contistas brasileiros e aquele que melhor retratou os dramas existenciais da geração de jovens urbanos que viveram o fim da ditadura militar. "O que me inquieta e fascina nos contos de Caio Fernando Abreu é essa loucura lúcida, essa magia de encantador de serpentes que, despojado e limpo, vai tocando flauta e as pessoas văo-se aproximando de todo aquele ritual aparentemente simples, mas terrível porque revelador de um denso mundo de sofrimento. De piedade. De amor." (Lygia Fagundes Telles)

FLOR DE POEMAS
CECILIA MEIRELES · 2024

Morangos mofados
Caio Fernando Abreu · 2019
Morangos mofados, de Caio Fernando Abreu, tornou-se um dos maiores sucessos editoriais da década de 80 ao mostrar o que há de mais profundo no ser humano. A busca, a dor, o fracasso, o encontro, o amor e a esperança estão presentes na série de contos que se entrelaçam como se fossem um romance. Os anseios dos anos 70 e a falta de perspectiva de concretizá-los são uma realidade que se mostra atual.

Triângulo das águas
Caio Fernando Abreu · 2007

O desabamento
Édouard Louis · 2025
<p> <b>O mais recente livro do autor de Mudar: método aborda a relação do narrador com seu irmão mais velho, morto precocemente aos 38 anos.</b> </p> <p>Fruto do primeiro casamento de sua mãe, o irmão de Louis é o mais velho dos cinco filhos. Logo nas primeiras linhas deste romance, que é considerado um dos mais sombrios do autor, o narrador afirma não ter sentido nada ao saber da morte do irmão. "Aprender a conhecer meu irmão era aprender a odiá-lo", diz, a determinada altura.</p> <p> <br>É tomando essa distância — física e afetiva — que o narrador esmiúça a existência de seu irmão, entrevistando pessoas próximas de seu convívio, como uma professora e algumas ex-companheiras, e relembrando momentos decisivos da relação fraternal. Para reconstruir esse personagem, o narrador se vale das ciências sociais, da literatura, da psicologia e da memória, resultando em um romance único e inesquecível, de força e sensibilidade inigualáveis.</p>

O pior dia de todos
Daniela Kopsch · 2019
O PIOR DIA DE TODOS é um romance terno e perturbador, uma ficção criada a partir de um dia trágico, que realmente aconteceu – o Massacre de Realengo, como ficou conhecido o atentado a uma escola do subúrbio do Rio, em que um ex-aluno matou 12 estudantes, a maioria meninas, em abril de 2011. Não é um livro sobre o massacre, mas sobre a amizade. Escrito por uma jornalista que cobriu o episódio, O PIOR DIA DE TODOS é uma narrativa comovente e original sobre a difícil experiência de crescer menina no Brasil, especialmente quando são poucos os recursos, e a imprevisibilidade da vida nos atropela.

Somos Todos Adultos Aqui
Emma Straub · 2021

Herdeiras do mar
Mary Lynn Bracht · 2020
<p> A história comovente e desconhecida das mulheres coreanas na Segunda Guerra Mundial ganha vida neste romance épico, profundo e sensível sobre duas irmãs e um amor capaz de atravessar gerações. </p> <p> “Sempre olhe para a praia quando voltar à superfície, senão você pode perder o norte”, a mãe disse, virando o rosto de Hana para que ela enxergasse a terra. Na areia, sua irmã estava sentada, protegendo os baldes que continham a pesca do dia. “Procure sua irmã depois de cada mergulho. Nunca se esqueça disso. Se puder vê-la, você estará segura.” </p> <p> Quando Hana nasceu, a Coreia já estava sob ocupação japonesa, e por isso a garota sempre foi considerada uma cidadã de segunda classe, com direitos renegados. No entanto, nada diminui o orgulho que tem de sua origem. Assim como sua mãe, Hana é uma haenyeo , ou seja, uma mulher do mar, que trabalha por conta própria seguindo uma tradição secular. Na Ilha de Jeju, onde vivem, elas são as responsáveis pelo mergulho marinho — uma atividade tão perigosa quanto lucrativa, que garante o sustento de toda a comunidade. <br> Como haenyeo , Hana tem independência e coragem, e não há ninguém no mundo que ela ame e proteja mais do que Emi, sua irmã sete anos mais nova. É justamente para salvar Emi de um destino cruel que Hana é capturada por um soldado japonês e enviada para a longínqua região da Manchúria. <br> A Segunda Guerra Mundial estava em curso e, assim como outras centenas de milhares de adolescentes coreanas, Hana se torna uma “mulher de consolo”: com apenas dezesseis anos, ela é submetida a uma condição desumana em bordéis militares. Apesar de sofrer as mais inimagináveis atrocidades, Hana é resiliente e não vai desistir do sonho de reencontrar sua amada família caso sobreviva aos horrores da guerra. <br> Em Herdeiras do mar , Mary Lynn Bracht lança mão de uma narrativa tocante e inesquecível para jogar luz sobre um doloroso capítulo da Segunda Guerra Mundial ainda ignorado por muitos. </p> <p> “Escrito com maestria, o fascinante romance de estreia de Mary Lynn Bracht é rico em detalhes históricos e emoção. Esta é uma narrativa inesquecível sobre a coragem das mulheres coreanas durante a Segunda Guerra Mundial.” — Publishers Weekly </p>

Noite e dia desconhecidos
Bae Su-ah · 2021
Neste romance de uma das vozes mais originais e ousadas da nova literatura sul-coreana, o leitor embarca em uma jornada onírica por uma Seul densa e misteriosa. Após perder seu emprego em um teatro para cegos, a atriz Ayami vaga pelas ruas à procura de uma professora desaparecida enquanto a realidade parece pouco a pouco se desfazer, e elementos enigmáticos ressurgem em outros locais, quando o livro nos conduz à ensolarada Valparaíso. "Noite e dia desconhecidos" remete aos melhores filmes de David Lynch e Kim Ki-Duk ao oferecer um quebra-cabeças surreal que ecoará em nosso pensamento – consciente e inconsciente – por muito tempo.

O amante
Marguerite Duras · 2020

A vagabunda
Colette · 2019
Nesta história com fortes tintas autobiográficas, Renée acaba de se divorciar de um marido que a traía e que roubou os créditos de romances de sucesso que ela escreveu. Sem dinheiro e rejeitada pela sociedade, ela ganha a vida nos palcos dos bas fonds parisienses. É quando um "pretendente" apaixonado lhe oferece amor e luxo, desde que ela abandone a carreira de artista e sua vida de vagabunda."Um dos primeiros e melhores romances feministas de todos os tempos é uma joia rara: um grande livro que é também inspirador" ERICA JONG"Um dos mais verdadeiros retratos dos dilemas de uma mulher livre em uma sociedade dominada pelos homens." ANGELA CARTER"Se me perguntassem com que escritor eu gostaria de jantar, eu ficaria com Colette. Se ela estivesse disposta a me contar a verdade sobre sua vida, seria o mais fascinante jantar da história." J. K. ROWLING

Nascimento e morte da dona de casa
Paola Masino · 2021
Sujeita à censura antes da primeira publicação em 1945, esta história traz uma crítica ao fascismo e à rígida noção de feminilidade que ele promoveu. Das páginas dessa pequena joia da literatura italiana, vibram questionamentos sobre maternidade, trabalho doméstico e o autoritarismo contido em macro e microrrelações, sempre com acentos humorísticos, surrealistas e o instinto rebelde de Paola Masino. Demolidor, bem-humorado, amargo. E muito atual. Saindo de seu amado baú cheio de migalhas de pão, livros e enfeites funerários esfarrapados, a protagonista é uma menina sem nome, rosto ou endereço, ciente de seu destino: conformar-se às expectativas burguesas em relação à mulher, ter a imaginação selvagem controlada, e a inteligência, ocultada. Em suma, ser dona de casa. Temendo matar a mãe de desgosto por sua recusa a se enquadrar, concorda em se comportar como uma jovem "normal" e tornar-se desejável ao universo masculino. Em um caótico baile, celebra sua entrada na sociedade e começa uma nova vida no casamento com um tio mais velho, rico e de hábitos aristocráticos. Como num conto de fadas às avessas, em que o fantástico e o surreal se infiltram nas malhas de um território — geográfico e humano — dominado por regras, repressão e controle de corpos e mentes, sobretudo os das mulheres, a Dona de Casa encontra no devaneio e nas reflexões mordazes as únicas vias para escapar da realidade que se impõe e sobreviver a esse embate. Embora fique nítida a abordagem da luta da mulher para desempenhar papéis que não correspondem a seus desejos, e com isso todo um questionamento da maternidade e do trabalho doméstico invisibilizado, não foge ao olhar da autora o contexto histórico da Itália no auge da ditadura de Mussollini. Desafiando interpretações, a Dona de Casa de Masino continua sendo uma figura enigmática e desconfortável, cuja determinação insolente para desafiar os baluartes dos papéis femininos tradicionais ultrapassa os limites históricos e ressoa poderosamente entre os leitores contemporâneos.

Quarto de despejo diário de uma favelada
Carolina Maria de Jesus · 2014
A first-hand account of life in the streets of São Paulo from 1955 to 1960, details the plight of an artist, writer and single mother of three children who, while living in a hovel, supported her family by digging through the garbage for paper and scraps to sell.
Política

Lutas e metamorfoses de uma mulher
Édouard Louis · 2023
<p> <b>Um retrato sensível de uma mulher e mãe que se rebela contra uma vida degradante.</b> </p> <p>Depois de encontrar uma foto da mãe ainda jovem, com uma alegria transbordante estampada no rosto, o autor se pergunta como aquilo algum dia pôde acontecer, já que a vida dela sempre lhe parecera um quadro triste e sombrio. Através dessa foto, traçando a arqueologia da destruição da mãe, ele descobre uma mulher vigorosa que sobreviveu àquilo que deveria tê-la destroçado. É só aos 45 anos, quando decide abandonar o segundo marido — "Pronto. Eu consegui" —, que ela enfim pode se declarar livre. Neste livro, continuando seu ambicioso projeto autobiográfico, Édouard Louis conta a história de libertação da mãe, "que lutava pelo direito de ser mulher contra a não existência que lhe impunham".</p>
Clássicos

Romeu e Julieta
William Shakespeare · 2016
<p>Há muito tempo duas famílias banham em sangue as ruas de Verona. Enquanto isso, na penumbra das madrugadas, ardem as brasas de um amor secreto. Romeu, filho dos Montéquio, e Julieta, herdeira dos Capuleto, desafiam a rixa familiar e sonham com um impossível futuro, longe da violência e da loucura. ''Romeu e Julieta'' é a primeira das grandes tragédias de William Shakespeare, e esta nova tradução de José Francisco Botelho recria com maestria o ritmo ao mesmo tempo frenético e melancólico do texto shakespeariano. Contando também com um excelente ensaio introdutório do especialista Adrian Poole, esta edição traz nova vida a uma das mais emocionantes histórias de amor já contadas.</p>

Frankenstein
Mary Shelley · 2023
Poesia

Coral e outros poemas
Sophia de Mello Breyner Andresen · 2018
<p> Com seleção e apresentação de Eucanaã Ferraz, esta antologia reúne poemas lapidares de uma das vozes mais marcantes e comoventes da literatura portuguesa. <br> <br> O mar é um dos elementos centrais da lírica de Sophia de Mello Breyner Andresen. As "praias lisas", a "linha imaginária" e as "ondas ordenadas", em seus poemas, simbolizam a mais profunda beleza, um segredo íntimo, "um milagre criado só para mim". <br> Nas cidades, sua poesia é associada à luta: a vida, no "vaivém sem paz das ruas", é "suja, hostil, inutilmente gasta". A atuação de Sophia em resistência ao salazarismo se firmou não apenas em sua escrita, com caráter combativo, mas também na Assembleia Constituinte, ao se eleger deputada pelo Partido Socialista, em 1975. <br> Esta antologia joga luz sobre a dimensão concreta e ao mesmo tempo misteriosa de uma das vozes mais cultuadas da literatura portuguesa. Seja para denunciar o mundo sombrio, seja para tratar de praias radiantes, a poeta — com sintaxe direta e imagens surpreendentes — alerta: "por mais bela que seja cada coisa/ Tem um monstro em si suspenso." <br> <br> * Leitura obrigatória do vestibular da UFRGS. </p>

Nossa vingança é o amor: Antologia poética 1971-2024
Cristina Peri Rossi · 2025





