
os 10 livros da minha vida
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The Lying Life of Adults
Elena Ferrante · 2020

O Acontecimento
Annie Ernaux · 2022

Dom Casmurro
Machado de Assis · 1953

A redoma de vidro
Sylvia Plath · 2019
O ÚNICO ROMANCE DE SYLVIA PLATH GANHA NOVA CAPA! Publicado originalmente em 1963, esta edição, com tradução de Chico Mattoso, traz nova capa e desenhos da autora. Lançado semanas antes da morte de Sylvia, o livro é repleto de referências autobiográficas, e a narrativa é inspirada nos acontecimentos do verão de 1952, quando Silvia Plath tentou o suicídio e foi internada em uma clínica psiquiátrica. Esther Greenwood é uma jovem que sai do subúrbio de Boston para trabalhar em uma prestigiosa revista de moda em Nova York. Assim como a protagonista, a autora foi uma estudante com um histórico exemplar que sofreu uma grave depressão. Muitas questões de Esther retratam as preocupações de uma geração pré-revolução sexual, em que as mulheres ainda precisavam escolher se priorizavam a profissão ou a família. Além da elegância da prosa de Plath, o livro extrai sua força da forma corajosa como trata a depressão. Mais que um relato sobre problemas mentais, A redoma de vidro é uma narrativa singular acerca das dores do amadurecimento. "A redoma de vidro continuará a ressoar nas pessoas ao longo dos anos e merecerá inúmeras releituras, pois fala de contradições e de problemas humanos. Um livro para refletir sobre a representação da mulher na sociedade, os desafios profissionais e a solidão nas metrópoles e sobre alguém que tinha tudo para ser feliz." Juliana Gomes, co-criadora do projeto Leia Mulheres

O Continente

A amiga genial
Elena Ferrante · 2015
A Reclusa Autora Italiana Que Conquistou A Crítica Internacional Tem Sua Série Napolitana Lançada No Brasil Pela Biblioteca Azul Aclamada Pela Crítica E Pelo Público, Elena Ferrante Se Tornou Conhecida Por Escrever Sobre Questões íntimas Com Muita Clareza, Sem Se Expor Para Divulgar Seus Livros. Sua Ficção Parece Apresentar Traços Autobiográficos, Mas Não é Possível Identificar Os Pontos Comuns Entre Sua Vida E Sua Obra, Uma Vez Que A Escritora Se Recusa A Comentar Sua Intimidade. A Série Napolitana, Formada Por Quatro Romances, Conta A História De Duas Amigas Ao Longo De Suas Vidas. O Primeiro, A Amiga Genial, é Narrado Pela Personagem Elena Greco E Cobre Da Infância Aos 16 Anos. As Meninas Se Conhecem Em Uma Vizinhança Pobre De Nápoles, Na Década De 1950. Elena, A Menina Mais Inteligente Da Turma, Tem Sua Vida Transformada Quando A Família Do Sapateiro Cerullo Chega Ao Bairro E Raffaella, Uma Criança Magra, Mal Comportada E Selvagem, Se Torna O Centro Das Atenções. Essa Menina, Tão Diferente De Elena, Exerce Uma Atração Irresistível Sobre Ela. As Duas Se Unem, Competem, Brigam, Fazem Planos. Em Um Bairro Marcado Pela Violência, Pelos Gritos E Agressões Dos Adultos E Pelo O Medo Constante, As Meninas Sonham Com Um Futuro Melhor. Ir Embora, Conhecer O Mundo, Escrever Livros. Os Estudos Parecem A Melhor Opção Para Que As Duas Não Terminem Como Suas Mães Entristecidas Pela Pobreza, Cansadas, Cheias De Filhos. No Entanto, Quando As Duas Terminam A Quinta Série, A Família Greco Decide Apoiar Os Estudos De Elena, Enquanto Os Cerrulo Não Investem Na Educação De Raffaella. As Duas Seguem Caminhos Diferentes. Elena Se Dedica à Escola E Raffaella Se Une Ao Irmão Rino Para Convencer Seu Pai A Modernizar Sua Loja. Com A Chegada Da Adolescência, As Duas Começam A Chamar A Atenção Dos Rapazes Da Vizinhança. Outras Preocupações Tornam-se Parte Da Rotina: Ser Reconhecida Pela Beleza, Conseguir Um Namorado, Manter-se Virgem Até Encontrar Um Bom Candidato A Marido. Mais Que Um Romance Sobre A Intensidade E Complexa Dinâmica Da Amizade Feminina, Ferrante Aborda As Mudanças Na Itália No Pós-guerra E As Transformações Pelas Quais As Vidas Das Mulheres Passaram Durante A Segunda Metade Do Século Xx. Sua Prosa Clara E Fluída Evoca O Sentimento De Descoberta Que Povoa A Infância E Cria Uma Tensão Que Captura O Leitor.

For Whom the Bell Tolls
Ernest Hemingway · 2002
<p>Ernest Hemingway's masterpiece on war, love, loyalty, and honor tells the story of Robert Jordan, an antifascist American fighting in the Spanish Civil War. In 1937 Ernest Hemingway traveled to Spain to cover the civil war there for the North American Newspaper Alliance. Three years later he completed the greatest novel to emerge from "the good fight" and one of the foremost classics of war literature. For Whom the Bell Tolls tells of loyalty and courage, love and defeat, and the tragic death of an ideal. Robert Jordan, a young American in the International Brigades, is attached to an antifascist guerilla unit in the mountains of Spain. In his portrayal of Jordan's love for the beautiful Maria and his superb account of a guerilla leader's last stand, Hemingway creates a work at once rare and beautiful, strong and brutal, compassionate, moving, and wise. Greater in power, broader in scope, and more intensely emotional than any of the author's previous works, For Whom the Bell Tolls stands as one of the best war novels ever written.<br></p>

Perto do coração selvagem
Clarice Lispector · 2019
O surgimento de Perto do coração selvagem, em 1943, causou grande impacto no cenário literário brasileiro, proporcionando à autora aclamação imediata da crítica e de seus colegas escritores. Houve quem encontrasse no livro a influência de Virginia Woolf, ao passo que outros apostavam em Joyce, seguindo a falsa pista da epígrafe da qual Clarice pinçou seu título: "Ele estava só. Estava abandonado, feliz, perto do coração selvagem da vida." Ambos os grupos estavam errados, apesar do uso do fluxo de consciência pela escritora estreante a justificar tais correlações. Ocorre, no entanto, que esse havia sido um achado natural e espontâneo para Clarice Lispector, que admitiu como única influência neste caso O lobo da estepe, de Hermann Hesse. Não em termos estilísticos tampouco por se identificar com o caráter do protagonista, mas sim por compartilhar com ele e, sobretudo, com Hesse, o desejo imperioso de romper todas as barreiras e ultrapassar todos os limites na busca da própria verdade interior. Anseio personificado pela personagem central, Joana, com uma expressão que se tornou célebre: "Liberdade é pouco. O que desejo ainda não tem nome." Íntima e universal, destemida e secreta, Joana "sentia o mundo palpitar docemente em seu peito, doía-lhe o corpo como se nele suportasse a feminilidade de todas as mulheres" e ela destoava do sistema patriarcal em que se encontrava inserida da mesma forma que Clarice se distanciava da literatura de seu tempo, ainda dominada pelo regionalismo e o realismo. Ambas, autora e protagonista, eram forças divergentes, porém não dissonantes, já que introduziam uma nova musicalidade, uma harmonia própria, poética e triunfal, na aspereza circundante, enquanto buscavam "o centro luminoso das coisas" sem hesitar em "mergulhar em águas desconhecidas", deixando o silêncio e partindo para a luta. Deste embate à beira do íntimo abismo, Joana torna-se uma mulher completa e Clarice, uma escritora singular e inimitável.

A casa dos espíritos
Isabel Allende · 2022

Cem anos de solidão
Gabriel García Márquez · 2019
O livro mais importante de Gabriel Garcia Márquez. Neste que é um dos maiores clássicos da literatura, o prestigiado autor narra a incrível e triste história dos Buendía – a estirpe de solitários para a qual não será dada "uma segunda oportunidade sobre a terra" e apresenta o maravilhoso universo da fictícia Macondo, onde se passa o romance. É lá que acompanhamos diversas gerações dessa família, assim como a ascensão e a queda do vilarejo. Para além dos artifícios técnicos e das influências literárias que transbordam do livro, ainda vemos em suas páginas o que por muitos é considerado uma autêntica enciclopédia do imaginário, num estilo que consagrou o colombiano como um dos maiores autores do século XX.
