
repertório literário dos últimos tempos
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2026

Senhora
José de Alencar • 1875

Ex-Esposa
Ursula Parrott • 1929

Pequena coreografia do adeus
Aline Bei · 2021

Laços De Familia
Clarice Lispector · 1960

Eu te amo, cretino
Milly Lacombe • 2025

O Massacre da Família Hope
Riley Sager • 2024

Onde você vai encontrar um outro pai como o meu
Rossana Campo · 2020

Madonna in a Fur Coat
Sabahattin Ali · 1943

O Livro dos Abraços
Eduardo Galeano · 1991

Voladoras
Mónica Ojeda · 2023

A arte da brevidade - Contos
Virginia Woolf · 2017

A pediatra
Andréa del Fuego · 2021

Êxtase e Outros Contos
Katherine Mansfield · 1918 - 1930

Amar, Verbo Intransitivo
Mário de Andrade • 1927

A árvore mais sozinha do mundo
Mariana Salomão Carrara · 2024
2025

Esta Valsa é Minha
Zelda Fitzgerald • 2014

O Lugar
Annie Ernaux · 2019

Últimos Poemas - O Mar e os Sinos
Pablo Neruda • 1973

O Jovem
Annie Ernaux • 2022

Moonlight
Guy de Maupassant • 1850-1893

O Almanaque de Fran Lebowitz
Fran Lebowitz • 1978 - 1984

Névoa
Miguel de Unamuno • 1914

Patty Diphusa & Fogo Nas Entranhas
Pedro Almodóvar • 1980

O Ritual da Meia-Noite
Lucy Foley • 2025

A Escrita como Faca e Outros Textos
Annie Ernaux • 2023

Felizes os Felizes
Yasmina Reza • 2014

A Cabeça do Santo
Socorro Acioli • 2014

Se Deus me chamar não vou
Mariana Salomão Carrara • 2024

Um Bonde Chamado Desejo
Tennessee Williams • 1947

Dias lentos, encontros fugazes
Eve Babitz • 1977

Caderno Proibido
Alba de Céspedes • 1962

A Barcarola
Pablo Neruda • 1967

Olhe as luzes, meu amor
Annie Ernaux • 2014

Madame Bovary
Gustave Flaubert • 1856

A Louca da Casa
Rosa Montero • 2003

Hamnet
Maggie O'Farrell · 2020

The Figure in the Carpet
Henry James • 1896

Lições de Felicidade
Ilaria Gaspari · 2024

A Outra Filha
Annie Ernaux • 2021

Véspera
Carla Madeira · 2021
<p>Novo romance da autora do fenômeno <i>Tudo é rio, Véspera </i>retoma a escrita brilhante e contagiante de Carla Madeira, que desperta todo tipo de emoção no leitor.</p> <p> </p> <p>Carla Madeira cria personagens que parecem estar vivos diante de nós. As emoções que sentem são palpáveis e suas reações, autênticas. Temos a sensação de conhecê-los de perto, inclusive as contradições e os pontos cegos. Tal virtude é evidente em seu livro de estreia e grande sucesso, <i>Tudo é rio</i> (2014), mas também no livro seguinte, <i>A natureza da mordida</i> (2018).</p> <p>Os personagens de <i>Véspera</i>, este seu novo romance, possuem a mesma incrível força vital. Mas se em <i>Tudo é rio</i> Carla os criou com poucas pinceladas e traços incisivos, aqui, para delinear suas personalidades, ela opta por uma superposição de camadas psicológicas. Se antes eles primavam por temperamentos drásticos — capazes de extremos de paixão, ciúme, ódio e perdão —, aqui a estratégia gradativa de composição confere-lhes uma dose maior de mistério, sugerindo ao leitor antecipações que só aos poucos se confirmam, ou não. A força emocional continua existindo, porém está menos visível, o que deixa a atmosfera ainda mais carregada de suspense e tensão.</p> <p>A narrativa começa com a pergunta: como se chega ao extremo? Vedina, uma mulher destroçada por um casamento marcado pelo desamor, em um momento de descontrole abandona seu filho e, imediatamente arrependida, volta para o lugar onde o deixou e não encontra quaisquer vestígios de sua presença. Este é o acontecimento nuclear da trama que expõe as entranhas de uma família – pai alcóolatra, mãe controladora, irmãos gêmeos tensionados pelas diferenças – que, como tantas outras famílias, torna-se um lugar onde as singularidades de cada um não são acolhidas, criando rachaduras por onde a violência se infiltra.</p> <p>Contada em dois tempos, o dia do abandono e os dias que vieram antes dele, o romance avança como duas ondas até que elas se chocam e se iluminam. O leitor se vê diante de um espantoso presente que expõe o quanto as palavras são capazes de inventar a verdade.</p> <p> </p> <p>"O tempo flutua invisível e em espesso presente. Nada apodrece sem ele. Nada floresce. Nada se torna amável. Nenhum ódio viceja. Nenhuma umidade seca. Nenhuma sede cede. As tempestades não inquietam nele ventos, as avalanches não podem soterrá-lo, a perplexidade não o paralisa, o mal não o ameaça e o bem não faz com que se demore. Mas eis que um acontecimento, um único acontecimento, captura o tempo e o aprisiona."</p>

O Talentoso Ripley
Patricia Highsmith · 1974

Cartas De Amor
Fernando Pessoa · 2025

O Dia Escuro: Contos inquietantes de autoras brasileiras
Várias Autoras • 2024

Os Anos
Annie Ernaux • 2008

Jantar Secreto
Raphael Montes · 2016

Oração para Desaparecer
Socorro Acioli · 2023

Formas de Voltar Para Casa
Alejandro Zambra · 2014

Noites Brancas
Fiódor Dostoiévski · 1848

Flecha
Matilde Campilho • 2020

Uma Rosa Só
Muriel Barbery · 2022

Chatices Do Amor
Fernanda Young · 2024

A Vergonha
Annie Ernaux · 1997

A Hora da Estrela
Clarice Lispector • 1977

Razão & Sensibilidade
Jane Austen • 1811

Vestuário Contra as Mulheres
Anne Boyer • 2015

As Horas
Michael Cunningham · 2003

L’Estate Verticale
Chiara Sfregola • 2023

Uma Mulher
Annie Ernaux • 1987
Cinco anos depois de recompor a vida e a trajetória do pai em O lugar, Annie Ernaux retorna à autossociobiografia, gênero que inaugurou e que a consagrou, para narrar as memórias que guarda de sua mãe, escritas nos meses seguintes à morte dela. Com a tarefa de articular uma narrativa “entre o familiar e o social, o mito e a história”, Ernaux parte da mesma “linguagem neutra” de outros livros para escrever sobre a própria mãe, mas também sobre a vida de uma mulher. No entanto, a dor e a fragilidade do luto alteram essa equação de forma sutil, porém fundamental: em contato com a perda materna, o estilo seco assume um contorno visceral que vai direto ao coração das lembranças. À flor da pele, ela atenta para as muitas facetas da dor, desde as mais ínfimas. “Alguns pensamentos deixam um buraco em mim: pela primeira vez, ela não vai ver a primavera.” Apesar disso, reconhece a dimensão social de seu luto: “perdi o último vínculo com o mundo do qual vim”. Nascida no início do século 20, sua mãe foi operária desde os doze anos. Tinha orgulho do ofício e de buscar a independência. “Ir longe”, assim Ernaux define o princípio que regeu a vida dessa mulher. Depois de se casar, abriu com o marido o café-mercearia onde trabalhou até a terceira idade. Leitora voraz e aberta para o mundo, estimulava os estudos da filha na tentativa de lhe prover o que nunca tivera. Quando, já viúva, vai viver com Ernaux e os netos, mãe e filha experimentam nas miudezas do cotidiano a distância que a ascensão social da filha singrou entre as duas. Com precisão cirúrgica, a autora recupera os detalhes dos gestos maternos, as expressões, a inquietude e a vivacidade que a mãe manteve até o fim da vida, numa casa de repouso, já acometida pelo Alzheimer. Sóbrio e comovente, este livro é peça central no quebra-cabeças do projeto da autora de escrever a vida. Nele é possível acompanhar não só a trajetória de uma mulher da classe trabalhadora, mas os sentimentos viscerais de sua filha: amor, ódio, admiração, ternura, culpa e um vínculo inabalável.

Teoria Geral do Esquecimento
José Eduardo Agualusa · 2012

Os Sofrimentos Do Jovem Werther
Johann Wolfgang von Goethe · 1774
Os sofrimentos do jovem Werther foi publicado em 1774 e se tornou referência em toda a Europa, apesar de, na época, ter sido mal recebido pelos críticos. Goethe conseguiu exprimir, em sua narrativa dramática, toda a dor de um amor não correspondido, que despertou e comoveu as novas gerações.

The Seven Husbands of Evelyn Hugo
Taylor Jenkins Reid · 2017

Dom Casmurro
Machado de Assis · 1880

Copo Vazio
Natalia Timerman · 2021

L'età fragile
Donatella Di Pietrantonio · 2023

The Paris Apartment
Lucy Foley · 2022
Don't miss Lucy Foley's new book, The Midnight Feast, coming June 18th! THE #1 NEW YORK TIMES BESTSELLER “Told in rotating points of view, this Tilt-A-Whirl of a novel brims with jangly tension – an undeniably engrossing guessing game.” — Vogue "[A] clever, cliff-hanger-filled thriller." — People From the New York Times bestselling author of The Guest List comes a new locked room mystery, set in a Paris apartment building in which every resident has something to hide… Jess needs a fresh start. She’s broke and alone, and she’s just left her job under less than ideal circumstances. Her half-brother Ben didn’t sound thrilled when she asked if she could crash with him for a bit, but he didn’t say no, and surely everything will look better from Paris. Only when she shows up – to find a very nice apartment, could Ben really have afforded this? – he’s not there. The longer Ben stays missing, the more Jess starts to dig into her brother’s situation, and the more questions she has. Ben’s neighbors are an eclectic bunch, and not particularly friendly. Jess may have come to Paris to escape her past, but it’s starting to look like it’s Ben’s future that’s in question. The socialite – The nice guy – The alcoholic – The girl on the verge – The concierge Everyone's a neighbor. Everyone's a suspect. And everyone knows something they’re not telling.

Passageiro para Frankfurt
Agatha Christie · 1970

O Antropoceno – Uma Crítica
John Green · 2021

O ACONTECIMENTO
ANNIE ERNAUX · 2019
Em 1963, Annie Ernaux, então uma estudante de 23 anos, engravida do namorado que acabara de conhecer. Sem poder contar com o apoio dele ou da própria família numa época em que o aborto era ilegal na França, ela vive praticamente sozinha o acontecimento que tenta destrinchar neste livro quarenta anos depois, quando já é uma das principais escritoras de seu país. Com a ajuda de entradas de seu diário e de memórias há muito guardadas, Ernaux reconstrói seu périplo solitário para realizar um aborto clandestino. Ao refletir sobre a onipresença da lei e seu imperativo sobre o corpo feminino, Ernaux nos apresenta mais uma face da mescla indissociável do íntimo e do coletivo tão característica de todo o seu percurso literário. Quando por fim encontra uma “fazedora de anjos” disposta a realizar o serviço, a jovem acaba na ala de emergência de um hospital. Anos se passam sem que ela tenha coragem de revisitar o episódio. Em sua relação radical com a escrita, porém, Ernaux encontra o caminho para falar publicamente de seu aborto e fazer da literatura uma profissão de fé, que comove pela honestidade cortante: “o verdadeiro objetivo da minha vida talvez seja apenas este: que meu corpo, minhas sensações e meus pensamentos se tornem escrita, isto é, algo inteligível e geral, minha existência completamente dissolvida na cabeça e na vida dos outros.

Les Enfants Terribles
Jean Cocteau

Tudo é Rio
Carla Madeira · 2023
Lucy é a prostituta mais concorrida da cidade. Dalva, por contraste, é de origem familiar e muito tradicional, mulher de Venâncio, senhor de uns ciúmes doentios.<br/><br/>Lucy e o casal, Dalva e Venâncio, protagonizam um triângulo amoroso que se afasta dos lugares-comuns dos romances e nos faz questionar, sob formas surpreendentemente originais, quais os verdadeiros limites do perdão, até onde pode ir a intensidade de um amor, de que valores se reveste a importância da família e, acima de qualquer outra coisa nesta história, quão forte ou fraca pode ser a afeição entre mulheres.<br/><br/>Neste seu impressionante primeiro livro, a escritora brasileira Carla Madeira socorre-se de uma linguagem sem pudores ou complexos, com uma narrativa madura, mas ao mesmo tempo poética e imagética; e dessa forma incorpora todos os extremos, sem ideias básicas de certo e errado, apresentando-nos o extraordinário mundo de mulheres fortes, fracas, com problemas e soluções, com sentimentos e desejos reais.

Paixão Simples
Annie Ernaux · 2019

Antologia poética
Arthur Rimbaud · 2020
Esta antologia apresenta um amplo panorama da obra rimbaudiana, reunindo 25 de seus poemas – inclusive algumas obras-primas já clássicas, como "O barco bêbado" –, mais dois poemas do Álbum Zútico, quatro textos de Iluminações e dois textos de Uma temporada no inferno. A edição bilíngue valoriza ainda mais as primorosas traduções do poeta Afonso Henriques Neto, que também comenta na apresentação do volume os desafios de traduzir Rimbaud, com diversos exemplos das diferentes soluções encontradas por outros tradutores, e ainda narra sua experiência bastante particular de recriar poeticamente os versos do autor francês em língua portuguesa, sempre com o mesmo encanto e entusiasmo despertados desde a primeira leitura, na juventude. As notícias biográficas e as notas sobre os poemas traduzidos ajudam a contextualizar melhor a obra e os critérios de seleção para esta antologia, ampliando o alcance do livro e estimulando novas leituras – afinal os versos do jovem poeta transcendem o tempo e atravessam gerações, com o mesmo vigor de quando foram criados. Nas palavras de Henry Miller, "[...] para mim essas frases jamais perderão sua força. Cada vez que as reencontro sinto a mesma emoção, o mesmo júbilo, o mesmo medo de enlouquecer se me detiver nelas por tempo longo demais. Quantos escritores são capazes de provocar esse efeito? A gente encontra trechos inesquecíveis, certas frases marcantes, mas em Rimbaud são incontáveis, espalhadas por todas as páginas, como joias caídas de uma arca saqueada."
